Por Manuel Vazquez Gil Mais do que um sujeito que vive dentro de escolas todos os dias, tenho idade suficiente para observar o caminhar da inclusão. Embora reconheça a importância e gravidade de acontecimentos pessoais e particulares, busco olhar para a curva histórica que atesta o sucesso menor ou maior desse movimento. Ou seja: tenho consciência de que a inclusão não é um fato isolado, voltada para o meu filho, mas um projeto coletivo que deve beneficiar a todos. E quando digo todos, digo todos mesmo, e não só os alunos com deficiência. Historicamente, a velocidade que se imprimiu à inclusão escolar é admirável: cinco décadas atrás, quando eu estudava, crianças com deficiência ou transtornos da aprendizagem nem ficavam na escola; faz menos de trinta anos que eu ajudei a fechar um manicômio em Santos e transportei autistas de volta pra casa; na virada do século sequer havia leis que obrigassem as escolas a aceitar esses alunos; em 2007 havia pouco mais de 300.000 al...
Educação