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Mostrando postagens de agosto, 2015

AUXILIAR ESPECIALIZADO

TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL Tenho sido recorrente neste assunto, mas é por uma boa causa: a experiência com diversas escolas deixou-me a certeza de que a boa inclusão passa pela compreensão do que é a figura do auxiliar especializado, que alguns chamam de monitor, outros de mediador e outros de estagiário. O nome certo está na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e na Lei 12.764/12: auxiliar especializado. Primeiro precisamos falar sobre competências: parece claro  que, se o auxiliar é um funcionário da escola e servirá para auxiliar o professor, é da escola a decisão sobre a necessidade. Muitos professores não o pedem, e dão conta. Minha filha, por exemplo, é professora da rede municipal, e sempre dispensou o auxiliar, embora já tenha tido dois autistas numa turma. Os pais têm o direito de argumentar e de cobrar resultados, mas jamais de impor algo que é de gestão interna da escola.  Depois precisamos conversar sobre a função em si. Imagine uma esco...

QUEM NÃO SE COMUNICA...

Texto de Manuel Vazquez Gil A diferença básica e mais pronunciada entre as teorias de Vigotsky e Piaget diz respeito à comunicação: enquanto o primeiro acreditava que a primeira comunicação de uma criança é social e depois evolui para a egoica, o segundo pensava o contrário: primeiro a criança desenvolveria uma comunicação egoica para depois evoluir para a social. Lendo o que escrevi cuidadosamente e pensando sem muito refletir, você tenderá a concordar com Piaget. O que vemos no  cotidiano são crianças voltadas para si mesmas e falando tatibitates, evoluindo para sons reconhecíveis, palavras, frases e, finalmente, desenvolvendo uma linguagem social. Mas, se parar para pensar um pouco, verá que a criança só começa a se comunicar por uma necessidade social, de interagir com as pessoas próximas, e alguns anos mais tarde é que vai desenvolver o uso do "eu". Assim, a linguagem primária da criança seria social, inclusive se chamando pela terceira pessoa, como se fosse o ou...

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL A figura de hoje mostra o paradigma do Behaviorismo Radical, segundo B.F. Skinner. Behavior significa "comportamento", e essa linha psicológica é a base para todos os modelos comportamentais que são usados hoje. Parte do princípio de que a um conjunto de estímulos (S), corresponde um conjunto de respostas previsíveis (R). Em suma: para alterar uma resposta, ou um comportamento, precisamos mudar o estímulo, ou o ambiente. E o psicólogo comportamental seria especializado em encontrar o ambiente adequado para o comportamento desejado.   Leiam e gravem, por favor: "psicologia comportamental não é movimentar fios para que o sujeito dance conforme nossas ordens; psicologia comportamental é adequar o ambiente para que o sujeito se adapte e possa, ele mesmo, ir modificando esse ambiente". Cito de memória, então deve ter a redação diferente, mas o espírito é esse mesmo. As palavras são de Skinner. Abandonei a psicologia comp...