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Mostrando postagens de setembro, 2015

AUTISMO E PSICANÁLISE - XVIII

Texto de Manuel Vazquez Gil Já disse pra você que a harmonia da vida depende do equilíbrio entre seu lado Procusto, seu lado Édipo e seu lado Narciso. Se você conseguir ser um terço de cada um deles, viverá em paz e harmonia com a natureza, com o outro e consigo mesmo. Se desequilibrar essa balança tripla, terá problemas sérios e conflitos difíceis de resolver. Já disse também que se trata de harmonia, não de equilíbrio. O princípio da vida é o desequilíbrio, começando pela  própria dinâmica celular: é um estímulo que desequilibra a célula para que ela possa se dividir e criar a vida. E como encontrar a harmonia dentro do desequilíbrio? Sendo, no dia a dia, um inteiro composto dos três terços. Se não der pra fazer isso todos os dias, pelos menos que a conta feche todas as semanas. Dessa forma, você precisa ser pai Procusto um terço do tempo. Ser pai, você sabe, significa cuidar, ouvir, brincar, respeitar. Despir-se de todos os outros papeis que tem que fazer e...

AUTISMO E PSICANÁLISE – XVII

TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL Cassiana e Adolfo estão com um problema insolúvel, causado pelo conselho fofo do “bem-vindo à Holanda”. Receberam o diagnóstico de Angélica recentemente, e o médico contou-lhes a história, anexando o conselho de que deveriam “matar” o filho esperado e aceitar a menina que receberam. Dificuldade principal: o tal filho esperado nasceu, até com o sexo desejado, e alimentou seus sonhos por quase dois anos. Como todo bebê pequeno, mamou e chorou. Sorriu e, mais tarde, andou. Tinha os cabelos da cor que sonharam e cortava seu sono durante as madrugadas. Usava fraldas, chupeta, mamadeira e ia ao pediatra como todas as outras crianças na sala de espera. Magrinha, podia muito bem vir a ser a primeira bailarina do Municipal. Mas agora o médico lhes diz que deviam mata-la, porque ela só existia no seu imaginário. E que deviam aceitar a menina que encheu a casa e a vida de estereotipias. Já não podiam mais deixa-la andar nas pontas dos pés, de preferência d...

AUTISMO E PSICANÁLISE – XVI

TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL - O amor é um sentimento ou uma reação química? A pergunta me pegou de surpresa, embora eu já devesse estar acostumado a esses repentes. - Não tenho certeza, talvez seja uma emoção que provoca uma reação química. Por que pergunta? - Porque ouvi você dizer numa palestra que sentimento não é o que a gente sente, que o que a gente sente é emoção, e que sentimento é como a gente descreve a emoção. - Mas é isso mesmo, parabéns por ter prestado atenção. - Então quem acha que ama, mas não consegue descrever não tem emoção? E se a pessoa não sabe falar? - Para descrever uma emoção não é preciso falar. Existem mil maneiras de demonstrar: abraços, beijos, cuidados, carinhos... - Então o amor só é sentimento quando é demonstrado? - Isso mesmo, está ficando esperto. - É por isso que você sempre diz que não existe o amor, que só existe o amar? - Perfeito. Amar é um verbo, não existe o amor se não se tornar uma ação. Ação de falar, beijar, abraçar, cuidar...

AUTISMO E PSICANÁLISE – XV

TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL Melissa vai me visitar uma vez por semana. Às vezes muda o horário, mas jamais falta. Jovem adolescente, magra e bonita, ela se acha feia porque tem uma irmã muito mais bonita. Tem uma estima muito rebaixada, proveniente das dificuldades de aprendizado que sempre carregou na vida escolar. Não tem amigos na escola nem fora dela, apenas colegas que “a suportam”. Odeia o seu nome: “é marca de sandália, por isso todo mundo pisa em mim”. Ela divide a sessão em compartimentos estanques perfeitamente definidos, e eu deixo que ela pense que comanda o processo. Começa a sessão com histórias felizes, passa para as dolorosas, depois chora, em seguir elogia meu jeito jovem de ser (“você é meu amigo mais jovem, todos os outros são muito velhos”), e volta com as histórias felizes. Se eu me dispusesse a marcar o tempo, descobriria que cada uma dessas fases tem exatos dez minutos. Eu a levo até o elevador, nós nos abraçamos como amigos antigos e ela leva o sorri...

AUTISMO E PSICANÁLISE – XIV

TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL - Você não vai me perguntar sobre a minha vida? Amanda fez a pergunta ao mesmo tempo em que se acomodava na poltrona, antes mesmo do boa tarde. - Não – respondi – acha que deveria? - Não é o que vocês fazem? Perguntar sobre a vida dos outros? A outra me perguntou tudo. - E você respondeu? Contou as suas verdades? - Claro, não gosto de mentir, ainda mais para terapeutas. - Então conhece as suas verdades? - Eu me conheço muito bem, não ando por aí fingindo que sou o que não sou. - Ótimo! Então vou providenciar sua alta. - Alta? É meu primeiro dia! Que história é essa de alta? - O único motivo de você estar aqui é para se conhecer melhor. Se já se conhece, não tem que se deslocar de tão longe e de gastar seu dinheiro comigo. Que tal descermos e você me pagar um café, em vez de me pagar a sessão? - É que eu não vim aqui por minha causa, não preciso de terapia. Eu vim porque as pessoas não me compreendem, os amigos da escola me deixam de lado, minha famíli...

AUTISMO E PSICANÁLISE – XIII

 TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL A molecada me apelidou de “bacia vazia”, porque eu não falava português, e a língua não dobrava, então eu falava “bacia bacia”. Provocavam-me o tempo todo: fale bacia vazia, e eu falava: bacia bacia. E eles riam. Mas eu repetia e deixava para chorar de raiva quando estava sozinho. As brigas no pátio, os empurrões, as quedas, os machucados, as insinuações, as buscas, as mordidas do Tadeu, os cascudos, os tapas nas costas durante o mão-na-mula, os “telefones” (se você é muito jovem, saiba que “telefone” é bater com as duas mãos em concha nas orelhas alheias. Dói e deixa tonto ao mesmo tempo), as rasteiras, as lágrimas e o bacia bacia. Lembranças de uma infância que moldou meu caráter resiliente. Meu pai não me protegia. Ele sempre me dizia que eu poderia mudar o cenário e que para isso bastaria conviver com eles para aprender o idioma deles. Então aprendi. E um belo dia, no meio da turma, respondi bem alto: bacia vazia. Silêncio, admiração. U...

AUTISMO E PSICANÁLISE – XII

Procure pessoas, coisas e locais Silvania Página inicial 1 Solicitações de amizade Mensagens Notificações Atalhos de privacidade Configurações da conta PÁGINAS SUGERIDAS Ver tudo PÁGINAS SUGERIDAS Centro de terapia e aprendizagem 185 pessoas curtiram isso. Curtir Autismo e Inclusão 379 pessoas curtiram isso. Curtir PESSOAS QUE VOCÊ TALVEZ CONHEÇA Ver tudo PESSOAS QUE VOCÊ TALVEZ CONHEÇA Márcia Martins Ramalho 18 amigos em comum Adicionar aos amigos Português (Brasil)  ·  Privacidade  ·  Termos  · Cookies  ·  Anúncios  ·  Opções de anúncio  ·  Mais Facebook © 2015   Feed de Notícias  TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL 1 - Denise olha-se no espelho e vê uma garota feia: magra, os ossos das clavículas saltam, espinhas no rosto, duas inflamadas...

o papel Profissional de apoio escolar: LIB 2015

Os estudantes devem  ser avaliados individualmente. Eles são diferentes e possuem habilidades e características únicas. A legislação é clara quanto ao papel desse profissional. O processo de ensino-aprendizagem é de responsabilidade do professor. XIII - profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas,  excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas; Isso quer dizer que esse apoio, não pode substituir profissões legalmente estabelecidas, e o professor é uma profissão legalmente estabelecida. lei na íntegra https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CC0QFjAAahUKEwjr-9nQyYbIAhUKg5AKHXqRCzg&url=http%3A%2...