Texto de Manuel Vázquez Gil 1 - é fácil demonstrar que o não não ensina. Tente ensinar tabuada com o não: 2x2 não é 5; 2x3 não é 8, 2x4 não é 3. Ou história: quem descobriu o Brasil não foi Cristóvão Colombo. Ou geografia: a capital do Brasil não é Curitiba. O não tem o poder de liberar "toxinas" no cérebro que paralisam a ação: quando uma pessoa ouve um não, dificilmente ela ouve o que vem depois, o simples e puro "não" basta para que tudo o que o complementa perca o sentido e seja descartado. Ah, tá! Mas como educar sem o não? 2 - dou exemplos. A entrada e saída da escola, por exemplo: um milhão de carros atravancam a rua, param sobre a faixa de pedestres, buzinam, esbarram, atrapalham pedestres (que são os alunos e seus pais). Eu estaciono na avenida, a 50 metros da escola, ando devagar até lá, troco ideias com o Ninho, o porteiro simpático, abraço e sou abraçado pelas crianças, ganho marquinhas de boquinhas nas bochechas, paquero as moças da cantina e ...
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