Texto de Manuel Vázquez Gil No “Journal of Medical Ethics”, dois filósofos italianos, Alberto Giubilini e Francesca Minerva publicaram um estudo em que tentam responder à seguinte pergunta: “se um feto pode ser abortado, por que não um recém-nascido?” Não se puna por ter ficado horrorizado: muitos ficaram, os dois receberam inclusive ameaças de morte. Mas a questão deles não era dentro dessa moral, era um estudo sobre o aborto na comu nidade europeia. Na Holanda, por exemplo, o Protocolo Groningen dá o direito a pais e médicos tirar a vida de nascituros que vieram ao mundo com doenças ou sofrimentos insuportáveis. É o mesmo raciocínio da eutanásia, com a diferença de que não é o sujeito sofredor quem escolhe. E em inúmeros países o aborto é legal se o feto for diagnosticado com doenças incuráveis e que lhe causariam sofrimento contínuo se viessem a nascer. Acontece que inúmeros casos desses não são diagnosticados antes do nascimento. E muitos são causados durante o serviço de p...
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