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PEP-R

No último sábado fiz o curso de PEP-R, e achei fantástico!
Explicações do teste, com Cristina Silveira:





COMO AVALIAR E ENSINAR UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL?

Quando recebemos uma criança especial, com deficiência cognitiva, uma questão importante deve ser levantada: Como mensurar o que elas realmente sabem ? Como ensinar essas crianças? Que metodologia utilizar ? 

O primeiro passo quando se recebe uma criança especial na escola é verificar como ela aprende. Qual é o caminho de acesso a essa criança?

Além das avaliações anteriores desta criança, estudar os relatórios dos técnicos que a acompanham é muito importante. Conversar com a família, fazer uma boa anamnese, procurando identificar os padrões de aprendizagem da criança com a família é muitíssimo importante. 

Com acesso a esse material, deve-se então partir para outras avaliações: os testes. Normalmente, são poucos os testes psicológicos ou pedagógicos que abrangem todos os padrões cognitivos da criança com deficiência mental e principalmente daquelas que não se comunicam verbalmente. Então, o que fazer? 

Um dos caminhos seria utilizar um teste que pudesse avaliar os padrões de aprendizagem irregulares, já que essas crianças especiais possuem “ ilhas cognitivas de aprendizagem” e cada uma tem suas especificidades, que conduzem a um ou a outro caminho. Com a aplicação dos testes, essa conduta evitaria o antigo processo de “Tentativa e erro” nas escolas e conduziria a adequação do curriculum escolar e o planejamento pedagógico mais adequado àquela criança. 

Então, porque as escolas não fazem isso?

Por falta de capacitação e conhecimento dos instrumentos que podem ser utilizados em cada caso. Por exemplo, para crianças com deficiência cognitiva, o mais acertado seria aplicar um teste adequado, que elas conseguissem fazer e que pudesse avaliar de fato, os pontos a serem trabalhados, como por exemplo o Perfil Psicoeducacional Revisado- PEP-r. O PEP-R é um instrumento de avaliação voltado para crianças com autismo e com outros distúrbios de desenvolvimento que nos ajuda a descrever padrões irregulares de aprendizado e caminhos para avaliar comportamentos que comprometem o aprendizado. Nele são avaliados a idade do desenvolvimento em sete áreas: imitação, coordenação visuo-motora, percepção, coordenação motora ampla e fina, performance cognitiva e cognição verbal. Cada área tem suas provas específicas, totalizando 131 itens. Essas áreas avaliam as performances sócio-comunicativas, integração olho-mão, imprescindíveis para o processo da Leitura-escrita. Testa o funcionamento das modalidades sensoriais (visual e auditiva), habilidades motoras que são pre-requisitos para atividades na vida diária, bem como performances do desenvolvimento do pensamento e da linguagem, que são necessárias para contar, nomear letras do alfabeto e compreensão de conceitos na escola. 

A cooperação das crianças durante a aplicação do PEP-R é possibilitada através da minimização da necessidade da linguagem e de controle do tempo, apresentação de material atrativo e resistente, e flexibilidade em sua aplicação (Mesibov, Schopler, Schaffer & Landrus, 1988, citados em Schopler & cols, 1990). Da mesma forma, não se utiliza cronômetro ou qualquer outro instrumento formal para gerenciamento do tempo, a não ser um controle do número de tentativas da criança para resolver cada tarefa, conforme explicitado em detalhes no manual do PEP-R. 

O material do teste é padronizado e envolve materiais como encaixes de madeira coloridos, livro de imagens, fantoches, objetos com suas respectivas fotografias, bolinhas de sabão e massinha de modelar. A apresentação de cada item pode ser feita verbal ou gestualmente e, até mesmo, através de demonstração pelo examinador. O examinador observa, avalia e anota a resposta da criança durante o teste. Para cada resposta, há três possibilidades de registro: adquirido (a criança realizou a tarefa com sucesso), não-adquirido (a criança não conseguiu realizar a tarefa) e emergindo (a criança conseguiu realizar a tarefa com a ajuda do examinador).
Se o professor tiver esse “ mapa” da criança, poderá definir todas as atividades possíveis e os materiais alternativos que essa criança poderá utilizar nesse processo de aprendizagem. Ou seja, facilita e direciona o trabalho do professor. 

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