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A PANDEMIA ESTA NOS EMBRUTECENDO

 


Já estamos há 1 ano e 4 meses convivendo com a pandemia.

Perdemos parentes, amigos, vizinhos, gente querida.

Convivemos com o isolamento social, com o distanciamento, com o fechamento das escolas, com a instituição do trabalho remoto, com a perda de renda, com o fechamento do comércio, dos aeroportos, das praias. Uns puderam cumprir ponto por ponto, outros não.

A queda do trabalho tem causado a fome de muitos. A sociedade civil tem se organizado para ajudar, mas o governo, não.

Neste contexto de emergência sanitária mundial, nós, seres humanos comuns, estamos perdendo o tato com as pessoas, tanto no online quanto no presencial com nossas famílias.

As redes sociais viraram terra de ataques, intimidação, violência, desrespeito ao outro. É como se aqueles rostinhos das fotos não fossem pessoas, fossem apenas avatares. Algumas pessoas têm agido como se nunca mais fosse estar no corpo a corpo com os amigos, com os conhecidos. Ah, Silvania, você está dizendo que isso está ocorrendo também entre amigos? Sim!!! Eu estou dizendo que a situação pandêmica que tem assolado principalmente o nosso país tem, infelizmente, roubado as almas dos nossos amigos, dos nossos queridos! É culpa deles? NÂO. Algumas pessoas nem se percebem embrutecidas, desgastadas, violentadas por esse tempo. Simplesmente estão vivendo imersas nesse ambiente sem esperança e sem forças para sair dele.

Em casa, no presencial, isoladas, também não esta diferente. Para muitas famílias a carga aumentou. Para quem continua trabalhando em estado remoto, tem as aulas das crianças, tem os afazeres da casa, tem o trabalho do marido ou da mulher que também está remoto, e tudo isso para administrar famílias com 3, 4 pessoas ou mais. A rotina se perdeu e os problemas aumentaram. Comida no prato é um problema. Manter a renda é um problema. Ensinar lição/dever de casa às crianças é um problema. Acompanhar as crianças nas aulas remotas é um problema. Neste contexto aumentaram as discussões entre os moradores. A violência que nos acomete na emergência sanitária, materializa-se. E temos a violência doméstica entre os próprios adultos, e entre esses com as crianças.

A pandemia está nos embrutecendo.

A angústia, a tristeza, a raiva, a falta de esperança são sentimentos que vão ajudar no embrutecimento. Então a gente não deve sentir? A gente tem que se sentir! Sentir cada um deles. Não podemos deixar que eles dominem os nossos corpos e as nossas mentes. Peça ajuda! Crie grupos de conversas. Almoce com alguém online. Tome um chá. Tome um café. Faça desses momentos, apesar de online, ocasiões de alegria e de esperança. ESPERANÇAR é um verbo, é ação como já diziam Clarice Lispector e Paulo Freire.

Quer marcar um café? Mande um recadinho. Beijos.

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