É A MINHA ESCOLA!
MUITO GRATA!
E.M. DOMINGOS BELÉM, CONTAGEM, MG
Cheguei de surpresa à escola Domingos Belém, no horário do almoço de sexta-feira, 20/02. Silvania, a moça bonita que é diretora da escola, tinha me pedido para ligar, que iria me buscar, mas preferi não aumentar ainda mais as tarefas dela. A palestra está marcada para a manhã de sábado, mas aproveitei o feriadão esticado e fui na véspera para conhecer a escola e me familiarizar com as diferenças administrativas de Contagem.
Escola bonita, bem cuidada, quadra coberta, salas confortáveis, uma horta nos fundos, pessoas dinâmicas resolvendo problemas, professoras e funcionárias bonitas e crianças lindas. Fiquei seduzido, deu muita vontade de ficar lá um monte de dias.
Na entrada do turno da tarde, uma menina, no seu primeiro dia de aula, não quis entrar. Agarrava-se à mãe, chorava, não havia quem a convencesse a ficar. Quando percebi que a mãe ia desistir e levar a menina, sugeri mudar a estratégia: buscar alguma menina da idade dela, que tivesse perfil de liderança e acolhimento, gostasse da escola, e deixar as duas sozinhas.
Meia hora depois perguntei sobre a menina. Estava na sala de aula, participando das atividades, sem problema nenhum. Detalhe: a menina que a convenceu nem era da classe dela. Voltei a vê-la na hora do lanche, conversando animadamente com uma coleguinha de classe. Voltou para a sala de aula como todos os outros, feliz da vida.
Na hora da saída a mãe se atrasou alguns minutos. A menina queria ficar mais um pouco: "só um pouquinho, mamãe".
No dia seguinte, durante a palestra, comentaria que não é difícil lidar com uma criança, que o segredo é dar o que ela pede. Foi o que fizemos com aquela menina. Um pensamento me assaltou, mas não comentei: ficou claro, para mim, desde o começo do drama, que aquela menina não confia na palavra de adultos. Alguma coisa a escola e os pais precisam fazer a esse respeito, para que ela possa crescer feliz e potencialize o aprendizado.
Depois de passar a tarde lá, carregando cadeiras e mesas para a palestra e livros para a Polyanna (não sei se é assim que escreve), consertar o micro-ondas da sala dos professores e absorver o clima gostoso da escola, ainda fui surpreendido no final do dia: um menino esqueceu alguma coisa, na hora da saída. Voltou correndo para buscar, passou por nós e falou pra Silvania: "oi, fofa!"
Ela é.
Escola bonita, bem cuidada, quadra coberta, salas confortáveis, uma horta nos fundos, pessoas dinâmicas resolvendo problemas, professoras e funcionárias bonitas e crianças lindas. Fiquei seduzido, deu muita vontade de ficar lá um monte de dias.
Na entrada do turno da tarde, uma menina, no seu primeiro dia de aula, não quis entrar. Agarrava-se à mãe, chorava, não havia quem a convencesse a ficar. Quando percebi que a mãe ia desistir e levar a menina, sugeri mudar a estratégia: buscar alguma menina da idade dela, que tivesse perfil de liderança e acolhimento, gostasse da escola, e deixar as duas sozinhas.
Meia hora depois perguntei sobre a menina. Estava na sala de aula, participando das atividades, sem problema nenhum. Detalhe: a menina que a convenceu nem era da classe dela. Voltei a vê-la na hora do lanche, conversando animadamente com uma coleguinha de classe. Voltou para a sala de aula como todos os outros, feliz da vida.
Na hora da saída a mãe se atrasou alguns minutos. A menina queria ficar mais um pouco: "só um pouquinho, mamãe".
No dia seguinte, durante a palestra, comentaria que não é difícil lidar com uma criança, que o segredo é dar o que ela pede. Foi o que fizemos com aquela menina. Um pensamento me assaltou, mas não comentei: ficou claro, para mim, desde o começo do drama, que aquela menina não confia na palavra de adultos. Alguma coisa a escola e os pais precisam fazer a esse respeito, para que ela possa crescer feliz e potencialize o aprendizado.
Depois de passar a tarde lá, carregando cadeiras e mesas para a palestra e livros para a Polyanna (não sei se é assim que escreve), consertar o micro-ondas da sala dos professores e absorver o clima gostoso da escola, ainda fui surpreendido no final do dia: um menino esqueceu alguma coisa, na hora da saída. Voltou correndo para buscar, passou por nós e falou pra Silvania: "oi, fofa!"
Ela é.
p.s.: amanhã, quando me refizer da maratona de fim de semana, falarei sobre a palestra em si. Por enquanto, muito obrigado àquela gente bonita que me acolheu.
Manuel Vázquez Gil
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