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Escola é pedagógica e não clínica

PALESTRA DE PATRÍCIA CUNHA- CONTAGEM
Escola é pedagógica e não clínica
Com essa fala, Patricia Cunha, fechou o leque de discussões sobre o caminho da inclusão escolar. Não cabe a escola fazer atendimento clínico, o estudante, vai à escola para a realização do trabalho pedagógico, que perpassa o ler e o escrever.
Mostrou com segurança em suas argumentações que a função da Escola é apostar sempre na capacidade cognitiva de seus estudantes. Que meninos e meninas vão à escola não por causa de seus professores, mas pela experiência coletiva que esse ambiente agrega a vida. O aprendizado é uma vivência que é realizada junto com os outros.
Ponderou sobre o papel da professora de AEE e as habilidades demonstradas pelos estudantes nesse ambiente. Ressaltou que são provocados de formas diferentes no AEE e na sala de aula comum, dessa forma respondem de maneira diferente. Que a sala de aula comum exige habilidades que ainda estão sendo construídas. É preciso dar tempo ao estudante.
Sobre os estagiários, mediadores, acompanhantes, afirma que a autonomia é um direito sempre. Que as pessoas tem o direito de serem quem são. Que esses profissionais tomaram uma dimensão absurda, muitas vezes isolando as crianças, enquanto deveriam incluí-las, que em muitos casos retiram da escola o seu propósito, tornando a inclusão uma preocupação. Os estagiários só são necessários quando existe um prejuízo na condição da funcionalidade da pessoa e não devido a sua deficiência. E quando essa condição é melhorada, logo deve ser retirado.
Enfim ,profissional na escola é o professor!
Segue um vídeo mostrado na palestra onde demonstra o empoderamento da pessoa com deficiência e sua capacidade de realização. Somos muito mais do que vemos. É preciso mudar o olhar!

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