TEXTO DE MANUEL VAZQUEZ GIL
Um time de futebol é um interessante e singelo exemplo de inclusão: a união de pessoas diferentes e com talentos diferenciados, com o objetivo de vencer o jogo. O técnico observa as qualidades de cada um e monta uma equipe cujo lema principal é a cooperação. Se o grupo não está unido e colaborativo, a derrota chega sem dó.
O ponto mais importante nessa configuração é o regulamento que comanda a competição: regras claras e conhecidas de todos, que devem ser seguidas por todos, sob pena de sanções severas. Regras previamente discutidas e reconhecidas.
Então, quando um dos jogadores agride a regra, ele prejudica todo o time. No entanto, mesmo os que estavam longe do acontecimento correm para ajudar a minimizar os danos que a falta pode causar, e se colocam na barreira, prontos a sentir dor pela violência da bolada em algum lugar do corpo. Fazem isso porque sabem que, quando for sua vez de cometer uma falta, também terão o solidariedade, e também porque acreditam que quem comete a falta acha que está impedindo mal maior.
Uma escola tem que ser assim: um jogo coletivo e cooperativo, onde os talentos se unem e a velocidade da partida é modulada a partir do mais lento, para que também possa participar. Onde o autor do gol fique ciente de que só deu o chute final, mas a construção foi de todos. Onde todos socorram aquele que cometeu a falta, porque é uma equipe e amanhã outros a cometerão.
Principalmente, onde as regras sejam previamente discutidas e aprovadas, para que não haja julgamentos individuais e pessoais, e todas as faltas tenham o mesmo peso de punição, independentemente de quem as comete.
Porque crianças podem até saber distinguir o certo do errado (nem sempre conseguem), mas são incapazes de atentar para as consequências dos seus atos. Mesmo adultos às vezes não conseguem, e por isso prevaricam, as consequências mudam para as mesmas ações o tempo todo.
E cabe à família compreender o jogo coletivo e torcer para todo o time, não só para seu próprio filho. Porque, se apenas um jogador da equipe ficar para trás, a derrota é de todos. Compreender que, num jogo, acidentes acontecem e são próprios da dinâmica do momento. Entender que não é um esporte individual, mas coletivo, e que o fato de alguém marcar cinco gols de nada adianta se a equipe toma seis.
Nas escolas que assessoro, junto a escola, a família e o aluno em torno de regras claras de convivência que permitam a cooperação e o jogo fluido. Quando todos chegam a um consenso e as regras se tornam claras para todos, o time ganha.
Porque não há nada pior na vida de uma criança, e no processo de inclusão, do que a equipe de adultos que a acompanha viver em conflito constante, cada qual com sua regra particular, apitando faltas, anulando gols e expulsando jogadores a seu bel prazer.
O ponto mais importante nessa configuração é o regulamento que comanda a competição: regras claras e conhecidas de todos, que devem ser seguidas por todos, sob pena de sanções severas. Regras previamente discutidas e reconhecidas.
Então, quando um dos jogadores agride a regra, ele prejudica todo o time. No entanto, mesmo os que estavam longe do acontecimento correm para ajudar a minimizar os danos que a falta pode causar, e se colocam na barreira, prontos a sentir dor pela violência da bolada em algum lugar do corpo. Fazem isso porque sabem que, quando for sua vez de cometer uma falta, também terão o solidariedade, e também porque acreditam que quem comete a falta acha que está impedindo mal maior.
Uma escola tem que ser assim: um jogo coletivo e cooperativo, onde os talentos se unem e a velocidade da partida é modulada a partir do mais lento, para que também possa participar. Onde o autor do gol fique ciente de que só deu o chute final, mas a construção foi de todos. Onde todos socorram aquele que cometeu a falta, porque é uma equipe e amanhã outros a cometerão.
Principalmente, onde as regras sejam previamente discutidas e aprovadas, para que não haja julgamentos individuais e pessoais, e todas as faltas tenham o mesmo peso de punição, independentemente de quem as comete.
Porque crianças podem até saber distinguir o certo do errado (nem sempre conseguem), mas são incapazes de atentar para as consequências dos seus atos. Mesmo adultos às vezes não conseguem, e por isso prevaricam, as consequências mudam para as mesmas ações o tempo todo.
E cabe à família compreender o jogo coletivo e torcer para todo o time, não só para seu próprio filho. Porque, se apenas um jogador da equipe ficar para trás, a derrota é de todos. Compreender que, num jogo, acidentes acontecem e são próprios da dinâmica do momento. Entender que não é um esporte individual, mas coletivo, e que o fato de alguém marcar cinco gols de nada adianta se a equipe toma seis.
Nas escolas que assessoro, junto a escola, a família e o aluno em torno de regras claras de convivência que permitam a cooperação e o jogo fluido. Quando todos chegam a um consenso e as regras se tornam claras para todos, o time ganha.
Porque não há nada pior na vida de uma criança, e no processo de inclusão, do que a equipe de adultos que a acompanha viver em conflito constante, cada qual com sua regra particular, apitando faltas, anulando gols e expulsando jogadores a seu bel prazer.
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