Texto de Manuel Vazquez Gil
Sou um cientista, com alma, corpo e história de cientista, mais da metade da minha vida trabalhei pesquisando petróleo e seus derivados, sob o comando de grandes e reconhecidos mestres da ciência.
Mais tarde, fui fazer ciência em Psicologia, nos biotérios que hoje são proibidos. Na verdade, fui fazer Psicologia porque queria fazer pesquisa científica, não porque queria ter um consultório.
A ciência tem protocolos universais que têm que ser seguidos. De tempos em tempos são revisados, adaptando-se a teconologias novas, mas os novos protocolos gerados são obrigatórios para quem faz ciência.
Um dos grandes desafios da ciência atual é a Internet e sua velocidade alucinante. Muitos cientistas correm na mesma velocidade, e publicam artigos não validados pelos protocolos. Esses artigos alcaçam muita gente, e muitos acreditam. No entando, o protocolo científico exige que mais cientistas independentes repliquem a experiência e cheguem ao mesmo resultado para que o estudo seja validado e publicado.
Daí a confusão que se arma no nosso cérebro: afinal, esse estudo está validado ou apenas corresponde ao meu desejo de acreditar?
..........
O português arcaico tem duas definições para o porvir: destino e fado.
Destino é tudo o que pode acontecer no seu futuro, mas você pode modificar de acordo com suas ações e palavras. Encontrar o amor da sua vida, casar e ter filhos é um destino previsível na espécie humana, mas você pode modifica-lo e ficar solteiro; se você tem um casal de gatos, o destino natural é que cruzem e tenham ninhadas, mas isso pode ser modificado, bastando castra-los.
Fado é tudo que está previsto e vai acontecer, não importa o que você faça para evitar. Morrer, por exemplo, é fado, todos estamos fadados à morte e ainda não podemos alterar esse desfecho. Síndromes genéticas são fados, todos os que têm aquela mutação genética determinada terão a síndrome correspondente à mutação.
Então, quando afirmo que autismo não é genético (e afirmo porque os protocolos científicos afirmam isso, se os protocolos fossem diferentes eu não afirmaria), quero dizer que autismo é destino, autismo não é fado.
Todo meu trabalho nestas últimas duas décadas com autistas é para explicar à família, escola e sociedade que autismo não é fado, não deve ser tratado como fado porque autismo é destino.
E que basta observar quantos e quantos autistas já provaram isso.
Sou um cientista, com alma, corpo e história de cientista, mais da metade da minha vida trabalhei pesquisando petróleo e seus derivados, sob o comando de grandes e reconhecidos mestres da ciência.
Mais tarde, fui fazer ciência em Psicologia, nos biotérios que hoje são proibidos. Na verdade, fui fazer Psicologia porque queria fazer pesquisa científica, não porque queria ter um consultório.
A ciência tem protocolos universais que têm que ser seguidos. De tempos em tempos são revisados, adaptando-se a teconologias novas, mas os novos protocolos gerados são obrigatórios para quem faz ciência.
Um dos grandes desafios da ciência atual é a Internet e sua velocidade alucinante. Muitos cientistas correm na mesma velocidade, e publicam artigos não validados pelos protocolos. Esses artigos alcaçam muita gente, e muitos acreditam. No entando, o protocolo científico exige que mais cientistas independentes repliquem a experiência e cheguem ao mesmo resultado para que o estudo seja validado e publicado.
Daí a confusão que se arma no nosso cérebro: afinal, esse estudo está validado ou apenas corresponde ao meu desejo de acreditar?
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O português arcaico tem duas definições para o porvir: destino e fado.
Destino é tudo o que pode acontecer no seu futuro, mas você pode modificar de acordo com suas ações e palavras. Encontrar o amor da sua vida, casar e ter filhos é um destino previsível na espécie humana, mas você pode modifica-lo e ficar solteiro; se você tem um casal de gatos, o destino natural é que cruzem e tenham ninhadas, mas isso pode ser modificado, bastando castra-los.
Fado é tudo que está previsto e vai acontecer, não importa o que você faça para evitar. Morrer, por exemplo, é fado, todos estamos fadados à morte e ainda não podemos alterar esse desfecho. Síndromes genéticas são fados, todos os que têm aquela mutação genética determinada terão a síndrome correspondente à mutação.
Então, quando afirmo que autismo não é genético (e afirmo porque os protocolos científicos afirmam isso, se os protocolos fossem diferentes eu não afirmaria), quero dizer que autismo é destino, autismo não é fado.
Todo meu trabalho nestas últimas duas décadas com autistas é para explicar à família, escola e sociedade que autismo não é fado, não deve ser tratado como fado porque autismo é destino.
E que basta observar quantos e quantos autistas já provaram isso.
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