Texto de Manuel Vazquez Gil
Tente, por meia hora, guardar tudo o que sabe sobre autismo numa caixinha num canto do cérebro, e deixe sua xícara vazia para escutar. Depois, abra a caixinha e compare, discuta, analise, questione e coloque mais informações, sem preconceitos.
Se você é criacionista, talvez tenha maiores dificuldades, talvez nem queira tentar, porque nada vai mudar sua concepção de mundo a partir de Adão e Eva. Se é aberto a novas ideias, tenho certeza de que vai se despir e ouvir com atenção o que lhe digo aqui:
O Homo sapiens surgiu nesta nossa Terra há 250.000 anos. De todas as espécies de homos que a paleontologia já descobriu (Australopitecus, Homo Habilis, Homo Erectus, Neanderthal), o homo sapiens é o único existente hoje, todos os demais já estão extintos.
Pois o homo sapiens, que somos nós, viveram por 240.000 anos como caçadores/coletores: colhiam e comiam tudo o que a natureza lhes dava, caçavam os animais da região onde moravam e depois partiam. Não se reuniam em grupos sociais, cada família se virava como podia e vivia isolada do resto do mundo. Cabia à mulher ficar na caverna cuidando e protegendo seus filhos,e ao homem sair para caçar. Quando os filhos cresciam, os rapazes iam caçar com o pai, as meninas ficavam ao lado da mãe.
Exigia-se desses homens características autistas: baixa socialização, foco no detalhe, nenhuma comunicação verbal, alta resistência à dor, isolamento, baixa empatia, agressividade. Afinal, estavam lá, sozinhos, em meio à floresta, para enfrentar com as próprias mãos animais muito maiores e mais fortes, e a sua vida e a vida dos seus dependia disso.
Por 240.000 anos, o homem foi assim.
10.000 anos atrás alguém inventou a agricultura, começou a domesticar animais e os homens começaram a se fixar num lugar. Tribos foram surgindo, e depois cidades, e deu-se início à socialização. Agora, o homo sapiens tinha que desenvolver novas habilidades, ditas sociais, para conviver com o vizinho constante, morando em frente à sua casa. Fácil não foi, aliás ainda não é. Guerras infinitas surgiram em função dessa dificuldade de convivência com o diferente.
A natureza, através de mutações genéticas, foi adaptando o homem ao social. Como em todo processo de evolução, alguns não se adaptaram e foram varridos do mapa humano. Outros não se adaptaram, mas tiveram a sorte de ser protegidos, escondidos e cuidados, e ainda estão entre nós. São seres intactos, que por algum capricho não sofreram as mutações e se reproduzem. Homens das cavernas, caçadores/coletores, que não dão valor para as conquistas da socialização e que preferem viver preferencialmente em solidão.
....................
A estratégia que a natureza encontrou para a rápida socialização foi, claro, no cérebro, modificando proteínas chamadas Fatores Neurotróficos Derivados da Glia (GNDF) e Fatores Neurotróficos Derivados do Cérebro (BNDF). Homos sapiens que se adaptaram possuem esses dois fatores intensos em quantidade e qualidade; os que não se adaptaram possuem fatores NET, observáveis em pesquisas de Universidades conceituadas, especialmente no Canadá.
A ciência não tem como manipular essas proteínas quanto à qualidade, mas há ambientes que favorecem o seu aumento ou a sua redução. O aumento da produção de Fatores Neurotróficos provoca mudanças rapidamente visíveis no sujeito.
Foi baseado nessa teoria (que é minha e é tão especulativa quanto qualquer outra, mas que, diferentemente das demais, não é invasiva e pode demonstrar os resultados a qualquer pessoa) que criei a Dieta Sensorial, que se propõe a criar ambientes agradáveis a todos os sentidos do sujeito, para aumentar a produção de Fatores Neurotróficos.
Simples: privilegiam-se ambientes (sons, odores, cores, texturas, sabores) propícios ao sujeito, e eliminam-se ambientes prejudiciais.
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obs. 1: ainda existem famílias de caçadores/coletores, sobretudo na Nova Zelândia. Não seria difícil, eu acho, estuda-los sob o prisma do comportamento autista e da produção de Fatores Neurotróficos.
obs. 2: depois que você absorver o que lhe falei, abrir de novo sua caixinha, fizer um exercício comparativo e voltar a esvaziar sua xícara, posso lhe falar sobre BNDF, GNDF e a dieta sensorial.
Se você é criacionista, talvez tenha maiores dificuldades, talvez nem queira tentar, porque nada vai mudar sua concepção de mundo a partir de Adão e Eva. Se é aberto a novas ideias, tenho certeza de que vai se despir e ouvir com atenção o que lhe digo aqui:
O Homo sapiens surgiu nesta nossa Terra há 250.000 anos. De todas as espécies de homos que a paleontologia já descobriu (Australopitecus, Homo Habilis, Homo Erectus, Neanderthal), o homo sapiens é o único existente hoje, todos os demais já estão extintos.
Pois o homo sapiens, que somos nós, viveram por 240.000 anos como caçadores/coletores: colhiam e comiam tudo o que a natureza lhes dava, caçavam os animais da região onde moravam e depois partiam. Não se reuniam em grupos sociais, cada família se virava como podia e vivia isolada do resto do mundo. Cabia à mulher ficar na caverna cuidando e protegendo seus filhos,e ao homem sair para caçar. Quando os filhos cresciam, os rapazes iam caçar com o pai, as meninas ficavam ao lado da mãe.
Exigia-se desses homens características autistas: baixa socialização, foco no detalhe, nenhuma comunicação verbal, alta resistência à dor, isolamento, baixa empatia, agressividade. Afinal, estavam lá, sozinhos, em meio à floresta, para enfrentar com as próprias mãos animais muito maiores e mais fortes, e a sua vida e a vida dos seus dependia disso.
Por 240.000 anos, o homem foi assim.
10.000 anos atrás alguém inventou a agricultura, começou a domesticar animais e os homens começaram a se fixar num lugar. Tribos foram surgindo, e depois cidades, e deu-se início à socialização. Agora, o homo sapiens tinha que desenvolver novas habilidades, ditas sociais, para conviver com o vizinho constante, morando em frente à sua casa. Fácil não foi, aliás ainda não é. Guerras infinitas surgiram em função dessa dificuldade de convivência com o diferente.
A natureza, através de mutações genéticas, foi adaptando o homem ao social. Como em todo processo de evolução, alguns não se adaptaram e foram varridos do mapa humano. Outros não se adaptaram, mas tiveram a sorte de ser protegidos, escondidos e cuidados, e ainda estão entre nós. São seres intactos, que por algum capricho não sofreram as mutações e se reproduzem. Homens das cavernas, caçadores/coletores, que não dão valor para as conquistas da socialização e que preferem viver preferencialmente em solidão.
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A estratégia que a natureza encontrou para a rápida socialização foi, claro, no cérebro, modificando proteínas chamadas Fatores Neurotróficos Derivados da Glia (GNDF) e Fatores Neurotróficos Derivados do Cérebro (BNDF). Homos sapiens que se adaptaram possuem esses dois fatores intensos em quantidade e qualidade; os que não se adaptaram possuem fatores NET, observáveis em pesquisas de Universidades conceituadas, especialmente no Canadá.
A ciência não tem como manipular essas proteínas quanto à qualidade, mas há ambientes que favorecem o seu aumento ou a sua redução. O aumento da produção de Fatores Neurotróficos provoca mudanças rapidamente visíveis no sujeito.
Foi baseado nessa teoria (que é minha e é tão especulativa quanto qualquer outra, mas que, diferentemente das demais, não é invasiva e pode demonstrar os resultados a qualquer pessoa) que criei a Dieta Sensorial, que se propõe a criar ambientes agradáveis a todos os sentidos do sujeito, para aumentar a produção de Fatores Neurotróficos.
Simples: privilegiam-se ambientes (sons, odores, cores, texturas, sabores) propícios ao sujeito, e eliminam-se ambientes prejudiciais.
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obs. 1: ainda existem famílias de caçadores/coletores, sobretudo na Nova Zelândia. Não seria difícil, eu acho, estuda-los sob o prisma do comportamento autista e da produção de Fatores Neurotróficos.
obs. 2: depois que você absorver o que lhe falei, abrir de novo sua caixinha, fizer um exercício comparativo e voltar a esvaziar sua xícara, posso lhe falar sobre BNDF, GNDF e a dieta sensorial.
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