Pular para o conteúdo principal

XII CICLO DE DEBATES, OFICINAS E MOSTRA DE TRABALHOS SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA E NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS-UFMG

    Trabalho apresentado: "Mediador Escolar: Quem deve decidir?"
Trabalho desenvolvido na E.M. Domingos José Diniz Costa Belém


MEDIADOR ESCOLAR:    QUEM DEVE DECIDIR




Autora: Silvania Maria da Silva

Co-autora: Kellen Christian Rodrigues Machado



Escola Municipal Domingos Jo Diniz Costa Belém, Contagem, Minas Gerais



Eixo Temático:  Processos  educativos  para  a  inclusão  do  público  alvo  da
Educação Especial

Categoria: Pôster



Resumo:

Assistimos hoje à transformação do modelo médico, que defendia a “cura” das crianças para que fossem inseridas no meio escolar para o modelo dos direitos humanos, que reconhece o direito às diferenças e à participação dos sujeitos na comunidade onde vivem, como estabelece a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficncia.

À luz da Convenção e da Lei 12.764, pretendemos discutir os critérios e a validade da presença do auxiliar especializado, também chamado de mediador, na sala de aula onde estão presentes estudantes com deficiência.

Esse profissional é uma das "adaptações razveis" admitidas pela Convenção. Deve ser especializado em mediação, ou seja, mediar conflitos entre as partes (no caso, o aluno e seus colegas, ou o aluno e o professor).(VAZQUEZ GIL, 2015)

Nas escolas regulares públicas existem laudos médicos que indicam esse profissional para os estudantes. A família, insegura quanto à capacidade da escola de atender seus filhos, tem condicionado a matrícula do discente à presença desse profissional na sala de aula. Muitas vezes essa presença impede a aquisição da autonomia. Lembrando Piaget e Vygotski, o conhecimento não está no sujeito nem no objeto, mas nas interações entre eles.

Obviamente, existem casos particulares, que cada um deve ser avaliado conforme seu potencial. Algumas crianças com dificuldades nas atividades da vida diária deverão ter o auxílio de um mediador que promova a remoção de obstáculos.

Toda criança é capaz de aprender, desde que a escola se ajuste às necessidades e potenciais de cada uma e a família lhe conceda autorização para tal. Negociando com as famílias e usando critérios justos de avaliação, na nossa unidade escolar temos reduzido o número de auxiliares ao mínimo necessário e, paralelamente a isso, conseguido melhorar significativamente a qualidade da inclusão e do aprendizado.


Uma escola para todos é possível e necessária, com ambientes ricos e variados, onde as crianças aprendam, desenvolvam-se e evoluam, e onde se sintam capazes e felizes. Acreditamos, principalmente, que a escola é capaz de decidir sobre a necessidade do acompanhante, a partir de um diagstico pedagógico individual.




Palavras- chave: mediador, escola, família







.Bibliografia:



Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência(2007).

Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência: Protocolo facultativo à  convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência:decreto legislativo 186, de 09 de julho de 2008:decreto nº6949, de 25 de agosto de
2009.-5.ed.,ver.e  atual.-Brasiília:  secretaria  de  direitos  humanos,Secretaria
Nacional de Promoção dos direitos da Pessoa com deficiência, 2014.



Gil, Manuel Vazquez

Scholé, publicado em 08 de julho de 2015. Facebook

Acompanhante Especializado, publicado em 07 de abril de 2015. Facebook



Lei 12.76 de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista



Projeto aprendendo a aprenderestá  sendo  realizado  na  Escola  Municipal
Domingos José Diniz Costa Belem



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PRECONCEITOS COTIDIANOS

Texto de Manuel Vázquez Gil A maioria de nós vive no campo das ideias: temos convicções de como fazer, mas não arregaçamos as mangas para mudar o que consideramos errado. Não nos infiltramos no cotidiano para transformar o mundo, preferindo terceirizar para o Estado, a escola, o outro, enfim. Constituímos e concretizamos juízos prévios que, por não serem postos à prova e permanecerem dentro de nós, não podem ser confirmados ou refutados na vida diária. Por não serem confrontados,  deixam de ser juízos para se constituírem em preconceitos.  Segundo Heller (O cotidiano e a história, ed. Paz e Terra, 1989), "o afeto do preconceito é a fé" (por fé, compreenda fé em qualquer coisa), "a intolerância emocional é uma consequência necessária da fé" e "crer em preconceitos nos protege de conflitos, porque confirma nossas ações anteriores". Contra a tirania da fé, afeto que acalanta o preconceito, existe um vacina: a confiança no saber. E a confiança no sabe...

Meus direitos, seus direitos, nossos direitos

Texto de Manuel Vázquez Gil Você deve se perguntar às vezes porque, se todos queremos as mesmas coisas, brigamos tanto. Direitos, por exemplo, é um bem desejado e quase nunca atingido. Será que entendemos o que são direitos e quais, entre tantos, são nossos, e quais não são? Onde o limite? Pois é, o limite está exatamente na nossa cabeça, em como vemos e pensamos o mundo. Vou ajudar você: podemos dividir as pessoas, em relação a como veem os direitos, em trê s grades grupos: 1 – Utilitaristas são aqueles que acham que uma boa ação ou uma boa regra de conduta são caracterizadas pela utilidade, ou seja, pelo prazer que podem proporcionar ao outro e à coletividade; 2 – Igualitaristas são aqueles que acham que deve haver igualdade absoluta em todas as áreas: política, social, cívica. Para estes, a igualdade não é relativa, mas absoluta; 3 – Libertários são os que maximizam a autonomia e a liberdade de escolha, e o julgamento individual. Focam na propriedade privada e na redu...

Matéria sobre a LBI e o Aprendendo a Aprender

O projeto Aprendendo a Aprender é o filho direto do Dom do Autismo: com o tempo, compreendemos que a inclusão escolar é para todos, e elaboramos um projeto que beneficiasse o ambiente, conforme entendimento das diversas leis que regem o assunto. A deficiência não é da pessoa, mas do ambiente. É um impedimento que só acontece se a pessoa com autismo encontrar barreiras físicas ou de atitude que a impeçam de usufruir os mesmos direitos de todas as demais.  O Aprendendo a Aprender é um projeto de inclusão, e inclusão é o resultado do esforço coletivo para remover obstáculos. DMA Psicopedagogia